Domingo, 12 de Julho de 2009

Sinais dos tempos

Eu e minha mania de conectar fatos desconexos... Mas é muita notícia bombástica para um curto espaço de tempo. Confira:

1 – Michael Jackson
O maior vendedor de Cds de todos os tempos foi embora e com ele também estão indo as gravadoras...



2 – Fechamento da última Virgin Megastore em Nova Iorque

Em Nova Iorque ou na Europa, as lojas de Cds da Virging eram passagens obrigatórias para qualquer turista ou imigrante. A Virgin era point, quantas vezes não “marquei com alguém em frente a Virgin Megastore” da Oxford Street em Londres? – essa também extinta. O reino do MP3 triunfou finalmente sobre o do CD e agora eu fico com nostalgia do longinquo ano de... 2003!



3 – 30 anos do Walkman
Graças a esse moleque inglês eu fui descobrir que tenho a idade do Walkman da Sony: 30 anos. Foi feita uma experiência muito engraçada por um jornal inglês em comemoração ao aniversário desse revolucionário aparelho. Era o “Ipod” da época.



Moral das três histórias: Estou ficando velho... Só falta eu recusar a reforma ortográfica e continuar escrevendo ideia com acento. Não, esse mole eu não vou dar! Que venha a década de 2010!

Domingo, 31 de Maio de 2009

Fidelidade – O sonho de tocas as marcas


Um dia desses, no intervalo de almoço na agência, estava andando pela cidade e vi essa camiseta. Mentalmente substitui Corinthians (poderia ser qualquer outro clube) por Apple, Nestlé, Vivo, entre outras marcas.

Faça o teste. Quanto mais fraca a marca, mais forçada fica a substituição. Dizer que você nunca vai abandonar é cada vez mais utópico em um mundo que nos oferece tantas opções de marcas.

Enquanto isso, alguns times de futebol podem se dar ao luxo de caírem de qualidade (como foi o caso do Corinthians na segunda divisão), que mesmo assim o “cliente” continua Fiel.

A fidelização começa cedo, com o pai ou outro parente vestindo o filho com a camiseta. Antes mesmo de saber falar mamãe, a criança já conhece o escudo/logotipo e o hino/jingle do Clube. Isso também acontece com Mc Donald´s, Coca-Cola, Disney e por aí vai.

Mais tarde, na adolescência, a necessidade de pertencer a alguma tribo, um grupo, exige uma afirmação: afinal, você é palmeirense, corinthiano, são paulino ou não liga muito pra futebol? De que parcela da cidade você faz parte? É nessa fase que o mesmo jovem é bombardeado por marcas em shows, campeonatos esportivos, baladas e programas de nicho na TV.

Mesmo que as empresas multinacionais gastem fortunas em busca da tal fidelidade, são os clubes de futebol, geralmente nascidos em bairros locais, que conseguem o título de paixão número 1.

Se não pode vence-los, junte-se a eles.

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

VÍRUS A SOLTA – Reflexões sobre Susan Boyle, memes, jornada do herói e marketing viral


Esse é mais um texto que começa citando um vírus que se espalhou pelo mundo todo recentemente. Não falo da gripe suína ou aviária e sim de Susan Boyle. Ela veio da terra da ovelha Dolly para participar em um programa britânico. Daí para virar comentário em filas do Bradesco ou aparecer no Bom Dia Brasil foram apenas alguns dias ou horas.

Como um vídeo consegue se espalhar dessa forma pela Internet? É o que os publicitários chamam de efeito viral. Não costumo colocar vídeos virais aqui no blog porque já existem muitos outros que fazem isso e muito bem. Só como exemplo temos o brasileiro SimViral: http://www.simviral.com/

De um tempo pra cá, sobretudo depois do fenômeno do Youtube, muito se tem falado sobre marketing viral. Acho que existe um pouco de exagero e modismo em torno do tema, já que diversos “virais” feitos por agências muito bem pagas apenas têm cara de vídeo caseiro, mas não alcançam o objetivo de “contágio”.

Será que um dia vamos descobrir uma fórmula para criar virais de sucesso? No caso dos vídeos existem alguns macetes, como forjar ser amador e não assinar com a marca como uma propaganda convencional, tentando assim passar autenticidade e espontaneidade. Um dos melhores exemplos na minha opinião é o viral do Ronaldinho Gaúcho para a Nike. Simplesmente genial.

Por mais que existam princípios, não existe receita. O efeito viral parece carregar em si um mistério. Assim como as ideias, ele não é resultado de um cálculo matemático. Até por isso é preciso apostar, testar, como poucos clientes ousados de agências criativas costumam fazer.

O efeito viral, claro, existia muito antes do Youtube. Quando consideramos todas as mídias e sentidos humanos, começamos a entrar em um conceito ainda mais complexo: os Memes.

Memes, ou vírus da mente, são unidades de informação que se multiplicam de cérebro em cérebro. Calma, você não acaba de entrar em Matrix. Basta lembrar daquelas músicas que não saem da nossa cabeça, pelo menos por um verão (será que depois ficamos imunes?).

Outro exemplo intrigante são os vírus visuais. O que faz alguém colar um logotipo da Apple na traseira do carro? O que faz um adolescente de Xangai querer um logotipo da Adidas nem que seja em um tênis falsificado? E o que dizer da cruz, com todo o respeito, um dos maiores memes de todos os tempos?

Meme é ideia encapsulada, seja um símbolo, um som ou uma imagem, mas sempre uma mensagem. Um meme visual pode levar consigo uma história de amor e sacrifício, como é o caso cruz, ou uma história de ódio e violência como é o caso do uso nazista da suástica. A analogia com vírus é apenas por sua rápida capacidade de proliferação.

Não é preciso fazer parte da cultura dominante para fabricar esses vírus. É claro que ajuda e muito, já que a maioria dos memes atuais vêm de países ricos, sobretudo de língua inglesa. Mas como nos mostram os orientais com Pokemons, Hello Kitty e Tamagoshi (lembram?) basta ter uma ideia universal – e simples.

A ideia de Meme tem muito em comum com o conceito de arquétipos. Entramos aqui na seara de Carl Jung e por consequência na Jornada do Herói de Joseph Campbell. Afinal, será que todo vírus mental não tem em si um ou vários dos arquétipos básicos de uma boa história: Herói, Mentor, Guardião do limiar, Arauto, Camaleão, Sombra e Pícaro?

No caso de Susan Boyle trata-se de uma típica jornada do herói: uma pessoa simples de um mundo comum (interior da Escócia) encontra os guardiões de limiar (os jurados e a platéia), é ridicularizada e encara a sua sombra (a possibilidade de fracasso) oferecendo-se ao “sacrifício”. Quando começa a cantar ela age como um cameleão – a fera se torna bela – e enfim é ovacionada como heroína no clímax da história. As piadas do programa assumem o arquétipo de Pícaro e o mentor é a fé de Susan Boyle ou quem a encorajou a participar do programa. Para ajudar, a música ainda é épica e tema da peça Les Miserables.

Ok, ok... Falar agora é fácil. Difícil é produzir intencionalmente um efeito viral.

Por incrível que pareça, pouco se conversa sobre esses conceitos dentro de uma agência de propaganda ou de design. Ao contrário do que pessoas de outras profissões pensam sobre a gente, não passamos o dia filosofando ou buscando inspiração. O dia a dia é tão corrido que não há tempo para teorias. Tudo isso nós aprendemos no feeling. E, no final das contas, é nessa zona nebulosa do inconsciente que as ideias são criadas.


Clique aqui para ver o vídeo de Susan Boyle legendado em português:
http://www.youtube.com/watch?v=j15caPf1FRk

Domingo, 12 de Abril de 2009

A jornada dos roteiristas



Dicas de livros de roteiro:

1. A Jornada do Escritor – Christopher Vogler

O primeiro que eu li. Fala dos arquétipos que fazem parte da Jornada do Herói. Segundo Joseph Campbell, uma espécie de Yoda de George Lucas e do próprio autor, sete arquétipos sempre estiveram presentes na mitologia e em toda boa história da humanidade, são eles: Herói, Mentor, Guardião do limiar, Arauto, Camaleão, Sombra e Pícaro.
É genial! Para quem curte roteiro, psicologia (Jung), mitologia ou simplesmente para entender melhor a cabeça dos Homo Sapiens.

2. Como formatar seu roteiro – Hugo Moss

Livreto disponível on line em: http://www.films.com.br/intro.htm
Vale a pena comprar a versão impressa também.


Agora vou dar uma de Silvio Santos e dar dicas de livros que ainda não li:

3. Story – Robert Mckee
O livro de roteiro do momento. Mais informações: http://www.roteirodecinema.com.br/livros/story.htm

4. Manual do Roteiro – Syd Field
Esse é clássico.

5. Manual de Roteiro – Ou Manuel, o primo pobre dos manuais de Cinema e TV - Newton Canito, Leandro Saraiva
Parece legal. Tem uma levada de cinema marginal:
http://www.roteirodecinema.com.br/livros/manuel.htm

6. Me alugo para sonhar - Gabriel Garcia Marques

7. Prática do Roteiro Cinematográfico - Jean-claude Carriere

8. Poética – Aristóteles
Esse é para quem quer ir fundo na maionese...


Boa leitura!

Domingo, 15 de Março de 2009

Quem quer ser um roteirista?

Aula 1

Ontem (sábado) foi minha primeira aula de Roteiro na AIC (Academia Internacional de Cinema - http://www.aicinema.com.br).

Pra começar, a lição de que às vezes a forma nasce antes da história. Foi dado como exemplo o filme “Irreversível” que começa com os créditos finais e vai sendo contado ao contrário até o “início”. Assista, se tiver estômogo para algumas das cenas mais pesadas da história do cinema.

Após a apresentação dos cerca de 30 alunos, dos quais uns cinco devem ser redatores publicitários, rolou um exercício de descrever fisicamente o aluno que estava sentado ao lado. Em seguida, um pouco de fantasia: criamos histórias para esse aluno/personagem.

As três horas da manhã de sábado voaram, mesmo assim, a primeira aula foi muito boa. Após o almoço, fui assistir “Quem quer ser um milionário?”. O filme é tão empolgante e o roteiro tão bem escrito que quase eu desisto do meu curso na saída do cinema. Que nada. Deu foi mais curiosidade sobre as próximas aulas. Esse negócio de roteiro é muito legal...


Trailer de “Quem quer ser um milionário?” com direito à musiquinha dos Ting Tings no início.


Palhinha do filme “Irreversível” sem as cenas punks.

Ronaldo 2, o Retorno

Os comerciais da Nike são quase sempre muito bons. Abaixo o filme da volta de Ronaldo aos gramados.

Domingo, 8 de Março de 2009

Sumido em fevereiro


É muito suspeito ficar sumido do blog logo em fevereiro. Parece que se passou o mês imerso em trios elétricos e blocos carnavalescos. Mas nem foi o meu caso. Foi falta de tempo mesmo.

Pra comemorar o início do ano brasileiro, no sábado que vem (14/03) vou começar um Curso de Roteiro na AIC (Academia Internacional de Cinema - http://www.aicinema.com.br/).

Vamos ver como o redator publicitário vai se sair com roteiros que vão muito além dos 30 segundos. Prometo comentar sobre o curso aqui no blog... Até lá!

Pen drives bacanas


Naquelas horas em que você precisa pensar em brindes criativos para algum cliente, nada melhor que ver trabalhos inspiradores como essa lista de pen drives inusitados. Quero um, e você?
http://abduzeedo.com/25-really-cool-usb-drivers

Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

Polícia fashion


No melhor estilo polêmico de Oliviero Toscani com suas campanhas da Benetton, a grife italiana Relish apresenta para sua nova coleção modelos italianas sendo revistadas por simpáticos e cordiais policiais cariocas.

Parece que Cidade de Deus e Tropa de Elite tornaram mundialmente famosos o jeitinho carioca de fazer justiça. A Polícia Militar protesta e quer a suspensão da campanha na Itália. Mas, pensando bem, por uma ajuda para a cervejinha eles esquecem essa história e fica por isso mesmo.

Todo mundo usa

Não é só a polícia carioca que faz sucesso mundial. Quem já passou pelos albergues da Europa e deu uma olhadela nos pés dos jovens gringos sabe qual a sandália mais cool do planeta (se tiver a bandeirinha do Brasil, melhor ainda).

Na Austrália, as Havaianas acabam de fazer uma ação de marketing que deixou as praias tomadas de verde e amarelo (lembre-se que essas são as cores da Wattle, planta que é símbolo da Austrália, e que também são usadas em uniformes esportivos do país).



Infelizmente, os biquínis brasileiros ainda não fazem o mesmo sucesso por lá.

Saiba mais em: http://adivertido.com/havaianas-inflaveis/

Show de bola

Quem curte propaganda sabe que o Super Bowl, final do futebol americano que acontece hoje, tem os 30 segundos mais caros do planeta. Por isso, as empresas e agências costumam caprichar na criação.

O site Mashable fez uma lista com os 15 melhores comerciais da história do Super Bowl.


Filme engraçadíssimo de 2008

Já o blog brasileiro Falando Nisso fez uma lista dos comerciais que mais prometem em 2009.

Se a bola oval não tem muita graça pra você, assista só os comerciais, que são um show a parte.

Geração Obama

Dois comerciais muito bem produzidos recém lançados pela Pepsi reafirmam que a marca quer pegar uma carona com a “geração Obama”. Os dois têm na trilha seu grande apelo, afinal poucas coisas marcam tanto uma geração quanto música, e forçando um pouquinho a barra, uma latinha de Pepsi.


Trilha - Forever Young – Bob Dylan e Will.I.Am (Black Eyed Peas)


Trilha – “My generation” – The Who